De pai romeno e mãe húngara, o nosso personagem foi desenvolvido em Bucareste, capital histórica da Transilvânia, ao longo do tempo de bonança econômica e abertura política. Nicolae Ceauşescu se tinha posicionado à margem dos outros estados signatários do Pacto de Varsóvia, movendo peça para que os soviéticos retirassem seus tanques de Checoslováquia.
Quando Nixon visitou Bucareste, em 1969, desceu da aeronave pra estrecharle a mão com um sorriso de orelha a orelha. As barras e estrelas estavam hasteadas no velho aeroporto de Oropeni, no mesmo território onde outrora o fizera a suástica do Terceiro Reich. Mas como a política externa do presidente comunista parecia apoiar a tese do provérbios, britânicos e norte-americanos concordaram em posar pra imagem, sem reparar em colares.
Mesmo levantou-se o veto de censura para que, Blood Sweat & Tears ou lendas do jazz como Duke Ellington, Louis Armstrong e Lionel Hampton empreendessem a parecido turnê romena em companhia de uma bacana seleção de músicos locais. A idade de ouro do jazz romani arrancava logo depois do cone de ar de Electrecord, refúgio dos occidentalizados Johnny Răducanu and his Bucharest Jazz Quintet e da diva Aura Urziceanu. Pouco depois, a gravadora se veria obrigada a atualizar o seu guarda-roupa com o colorido potente das primeiras bandas psicodélicas: Phoenix, Sincron ou Mondial. Um movimento de apoio genuinamente autóctone que reinterpretaba o folclore tradicional a começar por um viés progressivo, rimbobante e moderno.
Se o beat checo de The Matadors se antecipou à Primavera de Praga, a cena musical de Cluj deu raridades como Chromatic e Experimental Quartet, no tempo em que The Rolling Stones e The Beatles tocavam no rádio em todos instantes. Rodion. “Eu bem como gostava de marchas militares. E Frank Zappa. Com o meu primeiro grupo, Beat-Grup 13, fazíamos versões de todos eles”.
- Rorschash, Os
- “Film About Jimi Hendrix” (1973)
- Janeiro um
- 7 julho, 2016 às 9:35 pm
Muito em breve as prateleiras ficaram menores pra aquele jovem famoso entre o teu círculo de amizades como “o Rei dos Discos”. O equipamento de importação era mais fácil de adquirir, na fronteira com a Hungria, onde os heróis locais Skorpió moveria pra Led Zeppelin para lterminar cedendo espaço e Jethro Tull. Dez anos antes, o jovem Rodion mantinha correspondência postal, contra reembolso com colecionadores de Noruega e Japão, no seu afã de acrescentar os horizontes. “A existência se parecia bastante para Facebook nos anos 70.
você se usou conectar com pessoas de qualquer cota do mundo”, lembra. “Mas a primeira vez que eu segurei minhas mãos um disco do Kraftwerk foi como fazê-lo com alguém de outro planeta”. Depurar a linguagem implica obediência e paciência; e no caso de Rodion, o método lhe ocupou quase cinco anos.
a Cada noite, ao regressar do serviço, foi trancada no teu quarto a provar com um rudimentar magnetofón de fita. Um sistema de multitracking que não difere do empregado por pioneiros como King Tubby ou Tom Moulton. No início dos anos 80, seu autodidactismo tinha sofisticado ao anexar caixas de ritmos da RDA e pedais de efeitos retirar mana cósmico de um sintetizador polifónico de origem soviética. Sem sequer tentar, teu “laboratório caseiro” é asemajaba bastante ao conceito de home studio criado por Holger Czukay e Brian Eno. O desafio residia, cada vez mais, levá-lo pros palcos. A geração original do Rodion G. A.
